Tradução: Felipe Sabino
de Araújo Neto1
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| João Calvino e o pós-mlenismo, escatologia de Calvino |
A teologia Reformada (como distinta da
teologia evangélica ou luterana) toma como seu pai o indisputável mestre
teológico da Reforma Protestante, João Calvino. A herança do pós-milenismo na
teologia Reformada pode ser traçada ao corpo de literatura de Calvino. J. A. De
Jong, em sua dissertação de doutorado na Universidade Livre de Amsterdã (As the
Water Cover the Sea), afirmou que “os comentários de João Calvino fazem alguns
estudiosos concluir que ele antecipou a dispersão do evangelho e da verdadeira
religião até os confins da terra”.2 J. T. McNeill, o editor das Institutas da
Religião Cristã de Calvino para a Library of Christian Classics, fala do
“conceito de Calvino da vitória e futura universalidade do Reino de Cristo por
toda a raça humana, um tópico freqüentemente abordado nos Comentários”.3 Em seu
recente estudo, The Puritan Hope, Iain H. Murray declarou que “Calvino cria que
o reino de Cristo já estava estabelecido, e, diferente de Lutero, esperava que
ele ainda tivesse um triunfo ainda maior na história antes da consumação”.4 O
julgamento desses homens (e essas fontes secundárias das quais eles dependem) é
certamente bem fundamentado nos escritos de Calvino.
Sobre a visão que Cristo teria um reino de
mil anos literais sobre a terra (a saber, pré-milenismo), Calvino disse que “a
ficção desses é por demais pueril para que tenha necessidade de refutação ou
seja ela digna”. Ao mesmo tempo, ele indicou seu implícito desacordo com a
visão (promovida mais tarde pelos amilenistas) que o milênio pertence ao estado
intermediário dos santos (isto é, seu descanso celestial desincorporado
subseqüente à morte física, e anterior à ressurreição geral.); de acordo com
Calvino, os “mil anos” de Apocalipse 20 pertencem à “igreja enquanto ainda
labutando na terra”.5 Nem Calvino concordava com a posição que diz que o
triunfo milenar dos santos é simplesmente as vitórias espirituais (invisíveis)
no coração do crente ou as bênçãos interiores, experimentadas privativamente
pela igreja (a saber, uma escola de interpretação amilenista). Com aplicação
particular ao reino de Cristo, ele disse: “não teria sido suficiente para o
reino ter florescido internamente”.6 Calvino viu o salmista como dizendo que a
prosperidade e força do Rei escolhido por Deus deve ser visível e reconhecida;
Cristo deve ser mostrado vitorioso sobre todos os seus inimigos neste mundo, e
deve demonstrar-se que o seu reino é imune às varias agitações atualmente
experimentadas no mundo.7 Em seu comentário sobre 2 Tessalonicenses 2:8,
Calvino declarou:
Paulo,
contudo, declara que enquanto isso Cristo irá, pelos raios que emitirá antes
do seu advento, dissipar as trevas nas quais o anticristo reinará, assim
como o sol, antes de ser visto por nós, expulsa as trevas da noite ao emitir os
seus raios.
Essa vitória
da palavra, portanto, se mostrará neste mundo… Ele também forneceu Cristo
com essas próprias armas, para que ele possa derrotar seus inimigos. Esse é um
louvor extraordinário à doutrina sã e verdadeira – ela é representada como
suficiente para colocar um fim a toda impiedade, e como destinada a ser invariavelmente
vitoriosa, em oposição a todas as maquinações de Satanás… [ênfase adicionada].
Para Calvino, o reino de Cristo era visto
como estabelecido no primeiro advento e continuando em força até o segundo
advento. Durante esse período inter-adventual, a igreja está destinada a
experimentar sucesso abrangente; no decorrer da história ela trará todas as
nações ao governo soberano de Cristo. A esse período inter-adventual Calvino
remeteu muitas das profecias gloriosas sobre o reino do Messias encontradas no
Antigo Testamento. “Os santos começaram a reinar debaixo do céu quando Cristo
os introduziu em seu reino pela promulgação do evangelho”.8 Comentando sobre a
profecia de Isaías 65:17, sobre os novos céus e uma nova terra de Deus, Calvino
disse: “Por essas metáforas ele promete uma mudança extraordinária das coisas;
… mas a maior de tais bênçãos, que haveria de ser manifesta na vinda de Cristo,
não poderia ser descrita de nenhuma outra forma. Nem ele queria dizer apenas a
primeira vinda, mas o reino todo, que deve ser estendido até a última vinda…
Assim, o mundo é (por assim dizer) renovado por Cristo…e mesmo agora estamos no
progresso e realização disso… O Profeta tem em seu olho o reino todo de Cristo,
até a sua conclusão final, que é também chamado de ‘o dia de renovação e
restauração’ (Atos 3.21)”. “A glória de Deus brilha… nunca mais brilhantemente
do que na cruz, na qual… o mundo todo foi renovado e todas as coisas
restauradas à ordem”.9 Sobre Isaías 2:2-4, Calvino tinha o seguinte a dizer: “…
embora a plenitude dos dias começou na vinda de Cristo, ela segue num progresso
ininterrupto até que ele apareça uma segunda vez para a nossa salvação”.
Durante esse tempo “a igreja, que tinha anteriormente estado, aparentemente,
calada num canto, será agora reunida de todos os lados… O Profeta aqui mostra
que os limites do seu reino serão alargados, de forma que ele possa governar
sobre várias nações… Cristo não foi enviado aos judeus somente, para que
pudesse reinar sobre eles, mas para que pudesse dominar todo o mundo”. O
progresso triunfante da igreja, reinando sob Cristo, será extraordinário no decorrer
da história; a restauração sotérica do mundo será crescentemente evidente à
medida que todas as nações ficarem debaixo do governo do Salvador. Tal era a
esperança de Calvino, sua filosofia bíblica de história.
O cetro do reino de Cristo pelo qual ele
governa é “sua Palavra somente”, e Satanás com seu poder fracassa à extensão em
que o reino de Cristo é alargado mediante o poder da pregação.10 Calvino
proclamava ousadamente que “o labor de Cristo, e de toda a Igreja, será
glorioso, não somente diante de Deus, mas diante dos homens também… Assim,
segue-se que devemos ter grande esperança de sucesso”.11 “Não devemos duvidar
que o nosso Senhor virá finalmente para avançar todas as tarefas dos homens e
fazer passagem para a sua palavra. Esperemos então confiantemente, mais do que
podemos entender; ele ainda superará nossa opinião e esperança”.12
A confiança do Reformador foi claramente
expressa em suas exposições da Oração do Senhor na segunda petição (“venha o
teu reino”): “agora, porque a palavra de Deus é como um cetro real, somos
ordenados aqui a trazer a mente e coração de todos os homens em obediência
voluntária a ela… Portanto, Deus estabelece seu Reino humilhando o mundo
inteiro… Devemos diariamente desejar que Deus reúna igrejas para si mesmo de
todas as partes da terra; que ele espalhe e aumente-as em número;… que ele
destrua todos os inimigos do ensino e da religião pura; que ele dissipe seus
conselhos e esmague seus esforços. Disso parece que o zelo por progresso diário
não é imposto sobre nós em vão… Com um esplendor sempre crescente, ele mostra
sua luz e verdade, pela qual as trevas e falsidades do reino de Satanás
desaparecem, são extinguidos e morrem… [Deus] é dito reinar entre os homens,
quando eles voluntariamente se devotam e se submetem para serem governados por
ele… por essa oração pedimos, que ele possa remover todos os obstáculos, e
possa trazer todos os homens debaixo do seu domínio… A substância dessa oração
é que Deus iluminará o mudo pela luz de sua Palavra – formará os corações dos
homens, pelas influências do Espírito, para obedecer sua justiça – e restaurará
à ordem, pelo exercício gracioso do seu poder, toda a desordem que existe no
mundo… Novamente, à medida que o reino de Deus está continuamente crescendo e
avançando para o fim do mundo, a tal extensão o reino de Deus, que vem com
prefeita justiça, ainda não chegou”. 13 Essa oração pelo sucesso evidente da
Grande Comissão não será em vão, de acordo com Calvino; nossa esperança para o
sucesso deve ser ousada, pois não duvidamos que Cristo realizará esse propósito
no mundo. Aqui temos a visão pós-milenista para a história pré-consumação.
A crença de Calvino que as nações serão
discipuladas e tornadas obedientes à Palavra de Cristo foi expressa
continuamente em seus escritos. “Nossa doutrina, porém, sublime acima de toda
glória do mundo, invicta acima de todo poder, importa que seja enaltecida, pois
não é nossa, mas do Deus vivo e de seu Cristo, a quem o Pai constituiu Rei,
para que domine de mar a mar e desde os rios até os confins do orbe das terras
[Sl 72.8]. E de tal forma, em verdade, deve ele imperar, que, percutida só pela
vara de sua boca, a terra toda, com seu poder de ferro e bronze, com seu
resplendor de ouro e prata, ele a despedaçará como se outra coisa não fosse senão
diminutos vasos de oleiro, na exata medida em que os profetas vaticinam acerca
da magnificência de seu reino (Dn. 2:34; Is. 11:4; Sl. 2:9)”.14 “Deus não
somente protege e defende [o reino de Cristo], mas também estende seus limites
em todas as direções, e então preserva e transmite-o adiante em progresso
ininterrupto até a eternidade… Não devemos julgar sua estabilidade a partir da
presente aparência das coisas, mas a partir da promessa, que nos assegura de
sua continuidade e de seu crescimento constante”. 15 “O Senhor abre o seu reino
com um começo fraco e desprezível para o propósito expresso, que seu poder
possa ser mais plenamente ilustrado por seu progresso inesperado”. 16
Comentando sobre Isaías 54:1-2, Calvino fala da “fertilidade extraordinária da
Igreja” à medida que o reino cresce, e usa a imagem de crescimento desde a
infância até a virilidade para explicar que “a obra de Deus será extraordinária
e maravilhosa”. Com referência ao Salmo 67, Calvino chama atenção para a bênção
nova e sem precedentes que virá quando os gentios forem chamados e todas as
nações participarem do conhecimento salvífico de Deus; à medida que a palavra
da salvação é difusa por toda a terra, disse Calvino, todos os confins da terra
se submeterão ao governo divino. No Salmo 22:27 (“Lembrar-se-ão do SENHOR e a
ele se converterão os confins da terra”) Calvino fala novamente do mundo
inteiro prestando a obediência voluntária da verdadeira piedade ao Messias
prometido.
O reino triunfante do Messias sobre o
mundo inteiro será realizado à medida que as nações chegarem a um conhecimento
salvífico de Deus, sustentava Calvino. “O conhecimento de Deus será disseminado
por todo o mundo; … a glória de Deus será conhecida em cada parte do mundo”.17
Em seus Sermões sobre as epístolas pastorais, Calvino declarou que “o
conhecimento de Deus deve brilhar por todo o mundo e cada pessoa deve ser um
participante dele”; portanto, “devemos nos esforçar grandemente para trazer
todos aqueles que estão fora do caminho da salvação: e não devemos pensar nisso
apenas para o tempo de nossa vida, mas para após nossa morte também”.18 Era
precisamente por causa da confiança de Calvino na promessa da Escritura que o
evangelho seria tão próspero, ao ponto de trazer as nações em submissão a
Cristo, que ele somente foi ativo em enviar missionários – diferente dos
medievais e seus companheiros Reformadores, que esperavam o fim iminente do
mundo (e.g., Lutero esperava que o fim acontecesse durante o seu tempo de
vida).
Porque Cristo tinha comissionados aos ministros
“seu Evangelho, que é o cetro de seu reino… eles exercem certo tipo do seu
poder” – um poder pelo qual subjugam o mundo todo ao domínio de Cristo.19 De
acordo com Calvino, o Salmo 47 “contém… uma profecia acerca do futuro reino de
Cristo. Ensina que a glória que então resplandeceu sob a figura do santuário
material difundirá seu esplendor mais e mais amplamente, quando Deus mesmo
fizer os raios de sua graça brilharem em terras distantes, a fim de que os reis
e nações se unam em comunhão com os filhos de Abraão”. “Quando Deus é
denominado, um terrível e grande Rei sobre toda a terra, esta profecia se
aplica ao reino de Cristo… O profeta, pois, ao declarar que os gentios seriam
conquistados, de modo que não mais recusariam obediência ao povo eleito, se põe
a descrever aquele reino do qual falara previamente. Não devemos pressupor que
ele aqui trata daquela providência secreta pela qual Deus governa por meio de
sua Palavra… Com estas palavras ele notifica que o reino de Deus… se estenderia
às extremas fronteiras da terra… ao ponto de ocupar o mundo inteiro, de uma a
outra extremidade”.20 “A Igreja não será limitada a algum canto do mundo, mas
se estenderá mais e mais amplamente, enquanto houver espaço pelo mundo
inteiro”.21
Nesse ponto, já deve estar claro que
Calvino endossava o princípio central do pós-milenismo, a confiança otimista
que o evangelho de Cristo converterá a vasta maioria do mundo em algum tempo
antes do retorno do Senhor em juízo e glória. Falando do Salmo 72, Calvino
ensinou que “o reino de Cristo… se estenderia desde o nascente do sol até ao
poente dele… O significado, pois, consiste em que o rei escolhido por Deus na
Judéia alcançaria vitória tão completa sobre seus inimigos, longínqua e ampla,
que viriam humildemente prestar-lhe homenagem… Este versículo [11] contém uma
afirmação muito distinta da verdade: para que o mundo todo seja conduzido em
sujeição à autoridade de Cristo… as nações se convencerão de que nada é mais
desejável do que receber dele leis e ordenanças… Davi… se prorrompe em louvar a
Deus, visto que lhe fora assegurado pelo oráculo divino que suas orações não
seriam em vão… Davi, pois, com boas razões ora para que a glória do divino nome
pudesse encher toda a terra, visto que o reino estava para estender-se até
mesmo às fronteias mais remotas do globo”.
Expressões dessa convicção são múltiplas
por todos os comentários de Calvino. Por exemplo, “… o Pai não negará
absolutamente nada a seu Filho, o que se relaciona com a extensão de seu reino
até aos confins da terra”.22 No mesmo lugar Calvino indica que entendia o Salmo
2 como predizendo que o mundo inteiro seria subjugado a Cristo e todas as
terras e nações seriam mantidas sob seu domínio. Na introdução ao Salmo 110,
ele explica: “Neste salmo Davi apresenta a perpetuidade do reino de Cristo, e a
eternidade do seu sacerdócio; e, em primeiro lugar, ele afirma, que Deus
conferiu a Cristo domínio supremo, combinado com poder invencível, com o qual
ele conquistará todos os seus inimigos, ou os compelirá a se submeterem a ele. Em
segundo lugar, ele adiciona que Deus estenderá os limites do seu reino mais e
mais amplamente… Cristo não deveria reinar como Rei sobre o Monte Sião apenas,
pois Deus fez seu poder se estender às regiões mais remotas da terra”. Calvino
adiciona que esse reino continua a se espalhar e prosperar.
Do escopo dessa prosperidade, Calvino
disse: “O significado de tudo é que Cristo reinará tão amplamente, que os mais
distantes viverão com satisfação sob a sua proteção, e não tirarão o jugo posto
sobre eles”. 23 “A adoração de Deus florescerá em todo o lugar…A lei que tinha
sido dada aos judeus seria proclamada entre todas as nações, de forma que a
verdadeira religião pudesse ser espalhada por todos os lugares…desde então é
necessário que a adoração de Deus seja baseada sobre a verdade, quando Deus
declara que seu nome se tornará renomado em todos os lugares, ele sem dúvida
mostra que sua lei será conhecida de todas as nações, de forma que sua vontade
possa ser conhecida por toda a parte…”.24 Para que não haja um malentendimento
do significado de Calvino, deveria ser observado que em seu comentário sobre
Isaías ele deixa abundantemente claro que essas profecias de prosperidade e
crescimento mundial não pertencem simplesmente a um efeito ordinário do
evangelho sobre as nações; os profetas anteverão não meramente a instalação da
igreja numas poucas localidades sobre a terra, mas antes o extraordinário – de
fato, inacreditável – triunfo do reino por todo o mundo.
A igreja marcha, não simplesmente para
lutar (com conversões periódicas ou esporádicas de um lugar para outro), mas
para a vitória inacreditável (a saber, o discipulado das nações como tal).
“Embora essas coisas que o Senhor promete estejam escondidas, por um tempo, dos
olhos dos homens, todavia, os crentes percebem-nas pela fé; assim, eles têm uma
firme crença e expectativa do cumprimento delas, não importa quão
inacreditáveis possam parecer aos outros… Ele fala da extensão da Igreja que
tinha anteriormente mencionado; mas era de grande importância que as mesmas
coisas fossem frequentemente repetidas, pois parece ser inacreditável que a
Igreja… seria restaurada e espalhada por todo o mundo…para espanto de todos…
espalhada mais e mais amplamente por toda parte do mundo”. No mesmo lugar
Calvino fala da “obediência, que o mundo todo prestará a Deus na igreja”. Com a
verdade infalível da palavra de Deus como o seu fundamento e confiança, Calvino
afirmou: “não há nada que devamos desejar mais seriamente que o mundo todo se
curvar à autoridade de Deus”.25
Uma percepção adicional da filosofia
otimista de Calvino da história pré-consumação é nos proporcionada em suas
orações. Dois exemplos são oferecidos aqui. A força da fé do Reformador é
evidente enquanto ele orava: “Permite que possamos erguer nossos olhos para o
alto e considerar o grande poder que colocaste em teu Unigênito Filho – ou
seja, que ele possa reinar sobre nós e nos governar pelo poder de seu Espírito,
e que nos mantenha em sua promessa e proteção e compila o mundo inteiro para
promover a nossa salvação”. Na mesma séria de exposições, ele orou: “Que jamais
nos sintamos cansados, mas aprendamos a vencer o mundo inteiro…”.26 Após a 34ª
exposição sobre Oséias, Calvino orou: “Ó, concede que nós, lembrando desses
benefícios, possamos sempre nos submeter a ti, e desejar somente levantar nossa
voz para esse fim, que o mundo todo possa se submeter a ti, e que aqueles que
parecem agora lutar contra ti possam ser trazidos, assim como nós fomos, a
prestar obediência a ti, de forma que teu Filho Cristo possa ser Senhor de
todos”. A esperança biblicamente fundamentada de Calvino brilha com fulgor em
sua oração: “Possamos nós diariamente solicitar a ti em nossas orações, e nunca
duvidar, mas que sob o governo de teu Cristo, tu possas novamente reunir o
mundo todo, apesar de miseravelmente disperso, de forma que possamos perseverar
nessa guerra até o fim, até que saibamos no final que não esperamos em vão em
ti, e que nossas orações não foram em vão, quando Cristo exercer o poder lhe
dado para a nossa salvação e para a do mundo todo”.27
Assim, concluímos que a teologia Reformada
começou com uma perspectiva pós-milenista, uma confiança estrita nas promessas
da Escritura, que Cristo subjugaria o mundo todo ao evangelho. As dogmáticas,
comentários e orações de Calvino formam uma bela e orquestrada apresentação de
uma esperança escatológica que se tornaria uma doutrina distintiva e um poder
motivador por toda a história do Cristianismo Reformado.
Fonte: Victory in Jesus: The
Bright Hope of Postmillennialism, Greg L. Bahnsen, Covenant Media Press, p.
75-82.
1 Traduzido em setembro/2007.
2 De Jong, p. 8.
3 Calvin: Institutes of the
Christian Religion, ed. John T. McNeill, trans. Ford Lewis Battles
(Philadelphia: Westminster Press, 1960), vol. II, p. 904, n. 76.
4 Iain Murray, p. 40.
5 Institutes, III.XXV.5.
6 Comentário sobre Sl. 21:8.
7 Ibid.
8 Comentário sobre Dn. 7:27.
9 Comentário sobre João 13:31
10 Institutes, IV.ii.4 e
I.xiv.18; cf. Comentário sobre Is. 11:4.
11 Comentário sobre Is. 49:6.
12 Citado por Murray, p. xii.
13 Institutes, III.xx.42, e
comentário sobre Mateus 6:10 (Harmony of he Evangelists)
14 Institutes, Carta ao Rei
Francisco I.
15 Comentário sobre Is. 9:7.
16 Comentário sobre Mateus 13:31
(Harmony of the Evangelists).
17 Comentário sobre Is. 66:19.
18 Citado por Murray, p. 84
19 Comentário sobre Sl. 45:16.
20 Comentário sobre Sl. 47:2, 3,
7, 8; cf. Comentário sobre Ia. 60:3 para uma imagem similar da luz difundindo
por todo o mundo, começando num lugar e se espalhando para cada canto; “a
igreja brilha com tal esplendor, que atrai para si nações e príncipes”.
21 Comentário sobre Is. 60:4.
22 Comentário sobre Sl. 2:8.
23 Comentário sobre Zc. 9:10
(“seu domínio se estenderá de mar a mar… até às extremidades da terra”).
24 Comentário sobre Ml. 1:11
(“Mas, desde o nascente do sol até ao poente, é grande entre as nações o meu
nome; e em todo lugar lhe é queimado incenso e trazidas ofertas puras, porque o
meu nome é grande entre as nações, diz o SENHOR dos Exércitos”).
25 Comentário sobre Is. 60:4, 16.
26 Orações no final da 9ª e 65ª
exposições no Comentário de Daniel.
27 Oração no final da 97ª
exposição sobre os Profetas Menores (seguindo Miquéias 7:15)

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